O denotar da inteligência como característica de alguém está plenamente contido na sensação, que não tem nome, de reconhecermos que essa pessoa, independentemente do que está a fazer, está sempre, homologamente, de um certo modo à nossa frente.
Os muito inteligentes são aqueles dos quais temos a sensação de que, em condições propícias, nos podem interpelar, com muita naturalidade e logo na abertura, com ideias ou premissas que ficaram na fronteira de um pensamento nosso que já tivemos, fronteira perante a qual nos abandonámos do raciocínio, que a poderia ter estendido.

 

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