E os anos então nos ensinam mais assertivamente que a beleza, como aquilo que se encontra nos museus, não é para ser tocada. Ou será por isso mesmo que acabamos por guardar a beleza em museus. Enquanto na contínua aprendizagem da vida absorvemos um aplanamento das relações que compõem o Mundo, levantamos ocasionalmente os olhos, e vemos a beleza passar. Confirmamos, com um sorriso cada vez mais íntimo, a continuação da sua existência. Olhamo-la – tocados – como um pequeno artefacto tremente e esquivo, e prosseguimos.
Anúncios