É possível que qualquer modo minimamente formalista de procurar o conhecimento (Ciência, ensaísmo, certa literatura, etc.) seja apenas o jogo de, uma vez mentalmente submergidos nessa condição, esses investigadores se tentarem aperceber que o conhecimento não-formalista está afinal bastante certo.
Nesse sentido, os investigadores formalistas são, a um nível oficinal, mais como que tradutores, e a um nível social, mais como que fixadores. E só nisso já há muito valor.
Essa dinâmica de submersão é do mesmo modo que aquilo que acontece a tanta gente (ou aconteceria se tal experimentassem), que é o seguinte: ler um livro, achá-lo valoroso e alcançável, sentar-se à secretária para fazer o mesmo, que adivinham não ser muito difícil, e depois nem sequer saber como “começar”.
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